Inferno astral, quem te chamou fui eu?

Eu estou ouvindo Cazuza. Queria entender pq é tão forte e me atraí esse estado de insatisfação, de inrelizada satisfação que toma conta de mim e preenche to do esse vazio.

 

Não consigo entender como uma única roda foda fora do eixo pode desgovernar uma locomotiva como ocorre em mim. 

 

Perdi o gosto muitas das coisas que gosto de fazer, e a única satisfação que eu tenho é abrir o sorriso e fingir que está tudo bem. Issa é a minha denominação para egoismo. Egoista, isso que eu sou. Não consigo compartilhar infelicidade. Não consigo olhar nos olhos de minha mãe e dizer que eu preçiso de um abraço de mãe, e como ela deveria saber que eu preciso disso.

 

- Eu não vou chorar agora, eu não choro mais nem pra mim mesmo... minto! as vezes eu choro, quando estou sonhando (tendo pesadelos) e acordo com aquela coisa engasgada da garganta, ai eu choro bem baixo... mordendo o cobertor pra não fazer barulho.

 

Meu inferno astral é acumular sofrimento, amores ilusórios, amores ireais e conquistas inexistentes.

 

Quando você me pegar ouvindo Cazuza é por que essa é a ligação com um passado triste, em que eu não morria porque a música me mantia forte.

 

Eu vivo buscando forças no passado, nas pessoas que partiram, nas fases que eu queria viver.

 

Eu queria um abraço agora, e minha professora de português para ler os meus textos e entender o que eu estava dizendo. Nas entrelinhas. 

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